Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 16/10/2018

Atualmente, no Brasil, há muitas pessoas necessitando de bolsas ou transfusão de sangue para deixarem o estado de emergência nos hospitais. No entanto, o país passa por um défict  de doadores, já que, segundo o Ministério da Saúde, somente 1,8% da população são colaboradores, sendo que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda um mínimo de 3%. Nesse contexto, há dúvida que os entraves para doar sangue decorrem, infelizmente, devido não só à falta de conscientização, mas também à negligência governamental em garantir a infraestrutura necessária.

Convém ressaltar, a princípio, que as escolas brasileiras não possuem orientação voltada à doação de sangue nas disciplinas. Dessa forma, a maioria dos cidadãos são formados sem motivação para tornarem-se doadores e permanecem cercados pelos mitos, como a perda ou ganho de peso após doar. Consoante Schopenhauer, os indivíduos criam suas visões sobre as coisas de acordo com o que lhe é passado pelo mundo.Por isso, verifica-se a importância do Estado em utilizar campanhas públicas e usar o sistema educacional para conscientizar a população.

Outrossim, o Brasil carece muito de infraestrutura e financiamento no ambiente de doação de sangue. Segundo o IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há muitas cidades, em especial no Nordeste, que não possuem agências transfusionais, cujas funções são gerenciar o estoque das bolsas de sangue e fornecer assessoria técnica. Ainda, a locomoção do doador até as agências é um desafio, visto que a maioria delas estão nos centros urbanos e não há muitas unidades móveis para fazerem coletas, o que deveria ser atenuado por meio de mais investimentos do Estado.

Diante do exposto, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, implementar mais hemocentros nas cidades