Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 13/10/2018

Na década de 40, pós Segunda Guerra Mundial, surgiram os primeiros bancos de sangue privados no Brasil, onde o doador era remunerado, como exemplificado no filme “até a última gota” que relata a vida do personagem Jucenil, que estava desempregado e vendia seu sangue para sustentar sua família. Todavia, essa prática foi abolida em 2002 e a doação passou ser totalmente voluntária.

Conforme dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), apenas 1,8% da população brasileira é doadora. O Ministério da Saúde afirma que esse número não é ruim, mas poderia melhorar. Porém, o país enfrenta grandes empecilhos como a deficiência estrutural dos hemocentros.

Ademais, o preconceito ainda está enraizado, visto que pessoas autodeclaradas LGBT não podem ser doadoras de sangue. Além da carência de conhecimento de alguns indivíduos que acreditam que doar pode fazer mal à saúde, engordar ou até mesmo contrair doenças.

Portanto, é notório que há grandes empecilhos para que se tenha uma maior eficiência na doação de sangue. O Ministério da Saúde deve realizar campanhas por meio das redes midiáticas com o intuito de informar e incentivar a população. Além disso, é necessário haver maior investimento, destinando as verbas públicas da saúde para os hemocentros, melhorando a estrutura para receber os doadores.