Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 16/10/2018

Tal como a 1º Lei de Newton, a qual um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando o seu percurso, empecilhos na doação sangue ainda persiste em nosso país, tendo em vista que a mídia e fatores regulatórios contribuem para a situação atual. Diante disso, cabe a discussão do tema, a fim de que uma mudança em seu percurso venha ocorrer.

Em primeira análise, nota-se que a rede de informações referentes a prática de doação de sangue em nossa sociedade é bastante escassa. Este cenário se da devido a falta de investimento por parte da mídia em promover tais campanhas e fornecer informações suficientes, de maneira rápida e eficiente. Nesta perspectiva, o número de doadores faz se menor que a demanda necessária, evidenciando um impasse na situação.

Aliado a isto, nos anos 80 indivíduos homossexuais não eram permitidos para doarem sangue, classificados como uma classe de risco, devido a epidemia de HIV que se fez presente na época. Nos dias atuais tal conjuntura persiste, porem com uma certa permissão maior, uma vez que a doação pode ser realizada mediante a não prática de relações sexuais homoafetivas por pelo menos 12 meses . Contudo, orientação sexual não pode ser critério de seleção, uma vez que heterossexuais também possuem um potencial para transmissão de HIV.

Diante dos fatos supracitados, cabe aos veículos midiáticos a criação de uma plataforma especializada no assunto, em parceria com o Ministério da Saúde, com o intuito de estabelecer uma forte campanha publicitária com participação de especialistas, abordando informações vitais para a doação. Ademais, o Ministério da Saúde deve investir em tecnologia, para que haja uma maior avalização dos sangues doados e que este seja o requisito supremo e não os meios de caráter discriminatórios presenciados ainda hoje. Desta maneira, alcançaremos uma mudança no percurso do problema até sua completa extinção.