Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 16/10/2018
A doação de sangue é, sem dúvida, um dos fatores essenciais para que se promova a saúde e a qualidade de vida de uma população. Porém, no Brasil, tal ação está cada vez menos evidente devido a fatores ligados à falta de conscientização da população. Além disso, há uma questão cultural que torna a doação menos notória, tendo em vista o não envolvimento do país com grandes catástrofes - como guerras, momentos em que se faz necessária uma grande quantia de doadores.
Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é o país da América latina que possui maior volume de sangue doado, mas, mesmo assim, dia menos do que outros países da região, como Argentina e Cuba. De acordo com especialistas, um dos principais motivos que limitam o aumento das direções na população brasileira é a falta de conscientização, ocasionada, muitas vezes, pela falta de informação. Devido a isso, a quantidade de doadores voluntários - ou seja, aqueles que doam sem a necessidade de ser para uma pessoa específica - é pequena.
Ademais, diferente de países desenvolvidos, como o Japão e os Estados Unidos, o Brasil não se envolveu em grandes guerras ou passou por catástrofes naturais, fatores que, decreto, criaram na sociedade a compreensão da importância da doação de sangue. Com isso, vê-se a necessidade de que existam políticas públicas as quais influenciem os brasileiros a se tornarem doadores voluntários. Ainda sob o ponto de vista histórico, o Brasil, até a década de 80, remunerava aqueles que doassem sangue, o que, hoje, é proibido pela Constituição devido ao fato de parte da população fazer da doação uma “profissão”, o que causava a queda da qualidade do sangue coletado, provocando maior descarte. Em suma, fica clara a necessidade de que existam políticas conscientizadoras, as quais combatam o entrave. Primeiramente, visto que o assunto deve ser debatido desde a primeira infância, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas de incentivo nas escolas, por meio de palestras, com o intuito de captar o doador desde criança e formar doadores com responsabilidade social. Por fim, é dever da mídia a promoção de cartilhas e propagandas que abordem a importância da doação sanguínea, não visando apenas uma pessoa específica, mas como voluntariedade, a fim de que ocorra o aumento de bolsas de sangue nos hemocentros e hospitais.