Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 17/10/2018
Morte da humanidade
Doar sangue apresenta grande importância por conta da acentuada taxa de pessoas necessitadas. Entretanto, no Brasil, essa não é uma ação comum- segundo ao site BBC, menos de dois por cento da sociedade doa sangue. Fica assim evidente a necessidade de discutir sobre preconceitos que impedem essa doação, e, outrossim, refletir sobre o individualismo da sociedade.
Em primeiro plano, o Ministério da Saúde tem regras excessivas dependendo da orientação sexual do indivíduo. Sendo assim, héteros encontram mais facilidade na hora de doar do que homossexuais (esses devem ter um parceiro fixo ou ao menos um ano sem relações sexuais). Ademais, os receptores de sangue muitas vezes são discriminatórios e seguem um conceito aproximado ao de raça ariana defendida pelos nazistas- consideram seu sangue puro e não querem misturar.
Paralelo a isso, da baixa porcentagem de doadores brasileiros, apenas um pouco mais de cinquenta por cento (de acordo com o site BBC) doam de forma voluntária. Esse fato mostra a alta falta de empatia da sociedade, as pessoas cada vez mais só se importam com elas mesmas e seus proximos de maneira que a população brasileira tornou a frase de Mahatma Gandhi, sobre fazer o bem que se quer ver, uma falácia.
Em suma, visto que os brasileiros são movidos por preconceitos e pelo egoísmo, medidas são necessárias. Por conseguinte, o Ministério da Saúde deve propor uma lei ao poder legislativo que insira igualdade na hora da doação- análise de todos de forma igual- para que assim haja menos discriminação e os homossexuais possam doar da mesma maneira e assim, aumentar o armazenamento do banco de sangue. Ademais, as grandes empresas devem ser orientadas pelo governo a fazer um desconto para aqueles que apresentarem comprovante de doação de sangue, assim, mesmo por motivos egoístas, o número de doadores aumentará. Com isso, o Brasil será um país com menos problemas no abastecimento de sangue.