Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 17/10/2018
Tal como a 1º Lei de Newton, segundo a qual um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando o seu percurso, empecilhos na doação de sangue ainda persistem em nosso país, tendo em vista que a mídia e fatores regulatórios contribuem para a situação atual. Diante disso, cabe a discussão do tema, a fim de que uma mudança em seu percurso venha a ocorrer.
Em primeira análise, nota-se que a rede de informações referentes à prática de doação de sangue em nossa sociedade é bastante escassa. Este cenário se dá devido à falta de investimento por parte da mídia em promover tais campanhas e fornecer informações suficientes, de maneira rápida e eficiente. Nesta perspectiva, o número de doadores faz-se menor que a demanda necessária, evidenciando um impasse na situação.
Aliado a isso, nos anos 80 indivíduos homossexuais não eram permitidos a doarem sangue, classificados como uma classe de risco, devido à epidemia de HIV que se fez presente na época. Nos dias atuais tal conjuntura persiste, porém com certa permissão maior, uma vez que a doação pode ser realizada mediante a não prática de relações sexuais homo afetivas por pelo menos 12 meses. Contudo, orientação sexual não pode ser critério de seleção, uma vez que heterossexuais também possuem um potencial para transmissão de HIV.
Diante dos fatos supracitados, cabe aos veículos midiáticos a criação de uma plataforma especializada no assunto, em parceria com o Ministério da Saúde, com o intuito de estabelecer uma forte campanha publicitária com participação de especialistas , abordando informações vitais para a doação. Ademais, o Ministério da Saúde deve investir em tecnologia, para que haja uma maior avaliação dos sangues doados e que este seja o requisito supremo e não os meios de caráter discriminatórios presenciados ainda hoje. Desta maneira, alcançaremos uma mudança no percurso do problema até sua completa extinção.