Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 19/10/2018
Em “Eu sou a lenda”, Francis Lawrence relata uma epidemia que transformou os humanos em mutantes. No filme o ator Robert é o único sobrevivente, sendo alvo de todos os infectados, vive uma busca para encontrar a cura, usando seu sangue que está imune. No cenário real do país, poucos representam “Robert” ao fazerem doações sanguíneas em prol de salvar outras vidas. .De fato, esse número é reduzido quando a definição de está “Imune” não deriva apenas da saúde_um descaso com a vida.
Nesse contexto, a ausência da pratica alinhada a falta de informação sobre ser um doador, é o maior limitante. Aristóteles em seu livro “Ética a Nicômaco’’ sustenta que os homens se tornam o que são pelos hábitos. No Brasil não há cultura e ensinos sobre doação, uma negligência no incentivo da formação social de alunos, e a desregularidade de campanhas publicitárias frequentes perpetua muitos “mitos”. Apenas 1,8% da população é voluntaria, esse percentual perdura devido a restrição do direito de homossexuais doarem, prejudicando o ideal de 3%, em alguns países como a França, ser doador é uma tradição, ato de cidadania independente do sexo. Ora, antes de semear a solidariedade é preciso vencer o preconceito.
Ademais, a deficiência estrutural é outro obstaculo. Muitos hospitais não tem “agencias transfusionais”, estas são filiais dos hemocentros, responsáveis por gerenciar o estoque e controle da qualidades das bolsas de sangue, sem essas agencias o material é perdido. Para que haja melhorias, antes de qualquer ação é substancial que o Governo atue de forma eficaz, capacitando todos os hospitais com agencias, agregada a isso aumentar o numero de unidades móveis, para melhor locomoção do doador até o centro de doação. Logo, tais ações resultam na capacidade de preservar as quantidades recebidas e suporte para novas bolsas de sangue…de vidas.
Entender que, para melhorar esse cenário, o papel significativo vem da escola. É preciso preparar uma politica de ensino a partir da infância para construir o doador do futuro, atrelado a mídia e campanhas públicas para garantir que a sociedade entenda sem tabus sobre a doação, visando a necessidade e se disponibilizando a doar sangue regularmente. Em especial, que ser imune dependa unicamente do estado de saúde aliada ao resultado da triagem medica, e não da opção sexual. No dia 25 de novembro comemora-se o dia nacional do doador, como já se afirmava Franz Kafka. “A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana.”