Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 22/10/2018
A declaração universal dos direitos humanos,de1948,defende a manutenção e o direito à vida. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se grandes dificuldades quanto à questão da doação de sangue. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do baixo índice de doadores frente ao grande contigente de pessoas a espera de um transplante.
Primeiramente, é necessário considerar que a falta de informações no que tange a doação, é um fator que contribue significamente com o baixo percentual de voluntários efetivos no país. Nesse sentido, a escassez de informações ao longo da vida do individuo acerca da importância de se tornar um doador é um fator chave da questão.
Além disso, a inconscência social a respeito da doação encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, Bauman defende que a Pós-Modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, pois para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar olhar apenas para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da doação de sangue funciona como um forte empecilho na sua resolução.
Dessa forma, medidas estratégicas são necessárias para alterar este cenário. Para que isso ocorra, o MEC juntamente com o Ministério da Cultura devem desenvolver um componente curricular para ser ensinado ao longo da vida do estudante. Isso deve ser feito com o intuito de criar uma consciência coletiva a respeito da importância da doação de sangue. Por fim, é preciso resgatar a " Ética da alteridade" proposta por Emmanuel Levinas e finalmente perceber que o outro também é um ser.