Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 23/10/2018

O célebre vampiro Conde Drácula criado em 1878 costuma beber sangue humano para se manter sempre jovem e imortal, desse modo, passa a procurar vítimas novas, sem nenhuma deformidade e saudáveis para se alimentar. Já no mundo real os critérios para a doação de sangue no Brasil não fogem muito dos padrões impostos pelo personagem, sendo esses bem mais rígidos. Gerando com isso, um grande impasse para a coleta sanguínea.

O primeiro grande problema é a falta de conhecimento por parte da população, que mesmo sabendo da importância da doação só não a faz por ignorância ou medo, pois acham que podem vir a óbito por conta da transfusão ou simplesmente não querem compartilhar seu sangue com outros indivíduos. Prova disso, foi a criação da lei ordinária que prevê ao funcionário público a dispensa do trabalho no dia da coleta e também a isenção de taxas para concursos públicos, como forma de promover a conscientização da população nesse sentido.

Outro ponto se da pela grande escassez de hemocentros em nosso território, o que favorece e até mesmo justifica o baixo número de transfusões. Sendo o Brasil um país muito extenso, contamos com apenas 500 bancos de sangue, estando em sua maioria nas capitais ou cidades maiores, impossibilitando com isso, que moradores de regiões mais afastadas ou de áreas rurais não consigam ter acesso aos locais para fazer a transfusão.

Portanto, medidas se fazem necessárias para combater o empasse. É de responsabilidade do judiciário a reforma da lei que prevê a doação de sangue somente para funcionários públicos, com a reforma essa lei deverá ser estendida também para a população que se encaixe nos perfis adequados para a doação. Outra medida, é a construção de mais hemocentros por parte do governo, dando prioridade a cidades do interior, possibilitando assim o maior acesso dos moradores que residam em lugares  afastados a esses locais.