Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Stefan era um judeu que venho morar no Brasil por causa do crescimento do nazismo na Europa. Logo, impressionado com a solidariedade do brasileiro, escreveu um livro chamado `` Brasil. País do Futuro´´. Entretanto, essa solidariedade não está presente no ato de doar sangue, seja por falta de informações sobre o tema ou mesmo por preconceito. Portanto, é necessário um engajamento entre Estado e sociedade para solucionar esse problema.
Primeiramente, a falta de informação sobre o tema, acaba criando uma atmosfera de medo sobre o ato de doar sangue. Por exemplo, o mito que se uma pessoa doar sangue pode adquirir anemia. Todavia, o Dr. Drauzio Varella afirma que esses boatos não possuem qualquer fundamento cientifico, tornando evidente que a doação de sangue não representa nem um risco para o doador.
Além disso, as restrições impostas sobre determinados grupos limitam ainda mais o número de doadores. Só para ilustrar, os homossexuais são considerados um grupo de risco, pois nos anos 80, houve uma epidemia do vírus da aids. De certo, que essa restrição é infundada, pois tanto homossexuais como heterossexuais podem transmitir o vírus, além disso os critérios para doação de sangue devem levar em conta a saúde da pessoa que está fazendo a doação e não sua opção sexual.
Por tudo isso, o Governo em parceria com o Ministério da Saúde, deve através de uma medida provisória, retirar os homossexuais do grupo de risco, os equiparando aos demais doadores, assim desse forma o número de doadores vai crescer, como também garantindo os mesmos direitos aos homossexuais. Além disso, a mídia por meio de sua programação diária deve informa a população sobre os benefícios da doação de sangue, através de entrevistas com especialistas no assunto, assim levando a conscientização da população. Sem dúvida, com essas atitudes a homenagem de Stefan será merecida.