Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 30/10/2018

De acordo com o Ministério da Saúde  brasileiro apenas 1,8% da população doa sangue, tal número está abaixo do que é recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Ademais, fatores como a falta de incentivo do Estado a doação constante de sangue  e os diversos mitos sobre o processo contribuem para essa problemática. Assim sendo, é necessário propor medidas que revertam esse quadro.

Em primeiro lugar, de acordo com Yeda de Albuquerque presidente do HEMOPE( Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco) o Brasil deveria captar o doador na infância, com o objetivo de construir um pensamento de que a doação precisa ser um hábito. Apesar, do povo brasileiro ser solidário e atender aos chamados das campanhas quando há baixa no estoque, as pessoas ainda não compreenderam de que a doar sangue é um ato social e deve ser contínuo. Logo, fica evidente a necessidade da construção de um doador.

Em seguida, outro fator que impede o aumento dos doadores de sangue no país são os mitos sobre o processo. Entre eles a ideia que os riscos de contrair doenças infecciosas são maiores,  pode causar anemia e até mesmo que é viciante. Infelizmente, tais mitos se propagam com facilidade  e contribuem para a baixa de doadores. Dessa forma, vê-se a necessidade de um maior esclarecimento nas campanhas veiculadas pelo Ministério da Saúde.

Em suma, as escolas, o Ministério da Saúde e as mídias sociais devem trabalhar em conjunto para mudar o quadro. A priori, as escolas nos níveis fundamentais e médio devem informar esse público por meio de trabalhos, palestras e teatros a cerca da importância da doação de sangue, com o objetivo de construir o doador do futuro. Também, o Ministério da Saúde em conjunto com as mídias televisivas e as redes sociais devem ampliar as campanhas, vídeos e até hashtags que visem desmistificar o processo de doação.