Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 25/10/2018
Ao longo do século XVlll, a corrente iluminista já propunha a redenção do ser humano pela ampliação do uso da razão. Partindo desse pressuposto, o qual trouxe o desenvolvimento do bom senso para o bem comum a uma sociedade ainda repleta de entraves, como os obstáculos para doação de sangue no Brasil, que tem por consequência a incapacidade social de exercer esse ideal. Em razão disso, refletir sobre os empecilhos desse contexto permite reconhecer desafios como o fator social relacionado às práticas que inibem o processo de doação de sangue, o que ,por conseguinte, gera o baixo percentual de doadores no Brasil. Portanto, é necessário aferir sobre esse desfecho ,pois, de acordo com o sábio Mahatma Gandhi,´´o futuro dependerá daquilo que fazemos no presente. A priori, ao avaliar os obstáculos para doação de sangue no Brasil, destaca-se como impulsionador do problema o fator da sociedade ligado à praticas como o auto consumo de bebidas alcoólicas e cigarros, além, do sexo sem preservativo e tatuagens, predominante entre os mais jovens. Nesse ínterim, de acordo com o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Análogo a essa linha de pensamento, observa-se que essa falta de encadeamento da doação no território brasileiro é fruto da desinformação da população, que não possui ciência sobre os prazos que precedem a doação após essas práticas. A posteriori, ao refletir sobre a falta de doação de sangue no país por um prisma alusivo ao pensamento iluminista, entende-se que, de fato, uma sociedade só progride quando existe a mobilização pelo bem comum. Entretanto, em razão do percentual de 1,6% de doadores de sangue no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, percebe-se que esse ideal não é consolidado na prática no país. Haja vista essa situação, na decorrência do fator social já supracitado. Tendo consciência dessa realidade, convém ressaltar que como expôs o pensador italiano Manzoni, ´´o bom senso existe; mas se esconde por medo do senso comum. Destarte, evidencia-se que medidas cabíveis devem ser tomadas em virtude dos fatos mencionados. Faz-se mister a responsabilidade compartilhada entre a mídia e o Estado, de modo a cooperar para mitigar os obstáculos para doação de sangue no Brasil. Logo, urge à imprensa informar os prazos para com as pessoas que exerceram tais práticas já citadas, como o período de doze horas para o doador que ingeriu bebida alcoólica, por meio dos veículos de comunicação sociais, com o intuito de aumentar o índice de doadores. Outrossim, ao Estado, por sua vez, cabe promover campanhas públicas, de modo a motivar o doador por intermédio de informações e situação do donatário de seu sangue, com o propósito de promover o sentimento de solidariedade.