Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 26/10/2018
A solidariedade nas cidades complexas, segundo Durkheim, atua na harmonia de mentes bastante individualizadas e com crenças diversas. A partir disso, nota-se uma grande dificuldade no Brasil para unificar a população em torno da doação de sangue, que é uma causa coletiva. Somado a isso, existe um grande preconceito relacionado aos homossexuais nessa questão, o que restringe ainda mais a capacidade dos hemocentros.
Em primeiro plano, é importante relacionar o pensamento do filósofo Bauman sobre o individualismo com a dificuldade da aplicação de políticas públicas voltadas para a saúde, isto é, o que ele considera como o mal da contemporaneidade é o maior fator contra a doação de sangue. Contudo, é importante que qualquer processo voltado para a saúde pública não seja pausado, pois mesmo em condições inóspitas, a ação deve ser no sentido de combiná-lo com políticas educacionais.
Dessarte, com a explosão da AIDS na década de 80 os homossexuais foram considerados pela Organização Mundial da Saúde como grupo de risco para doar sangue, algo que não deixa de ser um julgamento e preconceito sobre a orientação sexual das pessoas a partir do momento que os heterossexuais recebem um peso muito menor nas entrevistas do gênero. Dessa forma, esse problema se apresenta como um obstáculo para a doação de sangue no brasil e é pautado na carência de informações e em falsas verdades.
Urge, portanto, que o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação ajam de forma conjunta em campanhas educacionais feitas a partir dos hemocentros, de modo que seja amparado o ensino básico e o ensino superior a fim de despertar a alteridade e diminuir o preconceito entre as pessoas através de cartilhas e rodas de debate. Dessa forma, os obstáculos para a doação de sangue no Brasil serão mitigados.