Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 29/10/2018

No Brasil hodierno, os desafios para a doação de sangue representam um problema que afeta continuamente a esfera da saúde, principalmente os necessitados. Isso deve-se, sobretudo, à uma política excludente inflexível e, também, à falta  de uma educação de qualidade que conscientiza os indivíduos sobre a necessidade das doações desde pequenos. Logo, fazem-se necessário medidas a fim de combater essa temática.

A princípio, na década de 1980, nos Estados Unidos, ocorreu uma grande epidemia de HIV prioritariamente nos grupos homossexuais. Com isso, desencadeou-se um severo preconceito que perpetua ainda hoje na sociedade, inclusive nos centros hematopoiéticos. Ademais, foram criadas políticas excludentes que descartam possíveis doadores a partir da sua opção e atividade sexual e, consequentemente, segundo o consenso, perdendo cerca de 18 milhões de litros de sangue por ano.

Outrossim, evidencia-se o papel da educação contra essa temática, já que, assim como preconizado pelo pedagogo brasileiro Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. No entanto, segundo o Pisa, Prova Internacional de Avaliação de Estudantes, a educação brasileira ainda não é expansiva e de qualidade. Desse modo, carecendo de incentivos fundamentais, por parte dos professores e outros profissionais envolvidos, para que as crianças despertem o desejo altruísta e a cultura de doação de sangue.

Desse modo, torna-se evidente a necessidade de superar os obstáculos em torno da doação de sangue. Para tanto, o Governo deve, por meio do Ministério da Saúde, aumentar o investimento no setor de exames a fim de aperfeiçoar e agilizar o processo de análise sanguínea e, portanto, rever as políticas excludentes. Ademais, cabe às escolas, como meio educador, promoverem palestras e aulas que desmistificam as mentiras relacionadas à doação e, também, mostrar os benefícios que essa ação gera para a sociedade.