Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 29/10/2018

Luz, câmera, doação

O brasileiro é conhecido mundialmente pela sua empatia e generosidade, porém, quando o assunto é doação de sangue, deixa a desejar. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o ideal é que no mínimo 3% da população de uma nação seja doadora, contrariando as estatísticas brasileiras, nas quais menos de 2% contribuem para este ato solidário, segundo a revista VEJA. Nesse sentido, vale destacar alguns dos fatores que contribuem para essa problemática e medidas para combatê-la.

Em virtude da falta de interesse aliada à desinformação, há uma grande diminuição na quantidade de doadores, visto que desde o surgimento do capitalismo, as pessoas estão se tornando cada vez mais individualistas e ignorando o bem coletivo, devido à competitividade e o egocentrismo que tal sistema as submete. Além disso, a difusão de mitos em relação à doação sanguínea como, sentir dor durante a operação, tem propagado o medo e o receio naqueles que seriam futuros voluntários.

Outro obstáculo que leva a um desfalque significativo nos estoques de sangue é a restrição imposta pelos hemocentros aos homossexuais, uma vez que estes são proibidos de doar sangue se tiverem tido relações sexuais nos últimos 12 meses, evidenciando claramente o preconceito desta parcela da sociedade. Esse posicionamento é considerado inconstitucional, uma vez que é contrário ao Artigo 5º da Constituição, no qual diz respeito à igualdade de todos perante a lei.

Dessa forma, são necessárias medidas para mudar o cenário nos hemocentros brasileiros e alcançar o ideal empregado pela ONU. A principio, o Ministério da Educação, juntamente com agentes de saúde, poderiam intensificar as campanhas de incentivo à doação realizando palestras nas escolas, universidades e nas ruas com a finalidade de informar a todos da importância desse glorioso ato e desmistificar as mentiras difundidas. Ademais, o Ministério da Saúde deveria reformular os critérios para a doação feita pelos homossexuais e fiscalizar os hemocentros a fim de combater a discriminação vigente nesses locais e garantir que todos sejam tratados de forma igualitária podendo assim exercer a sua cidadania.