Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 01/11/2018

Platão, filósofo grego, afirmou pelo Mito da Caverna que o conhecimento na Terra são sobras, defendendo a investigação filosófica na apreensão da realidade. De maneira análoga, quando se observa os obstáculos enfrentados pela população em doar sangue, no Brasil, hodiernamente verifica-se que alguns temas ainda reforçam essa ideia supracitada e a problemática persiste intrínseca à realidade do país. Nesse sentido, torna-se claro que a doação de sangue é de extrema importância para a sociedade, más sua concessão sofre com empecilhos arbitrados pelos órgãos internacionais.

É indubitável que a doação de sangue é de extrema importância para a manutenção da vida na sociedade contemporânea. Nesse contexto, apesar da população brasileira ser extremamente solidária, o número  de doações não comporta tamanha demanda necessária. De acordo com dados da OMS o número mínimo seria 1 doador para cada 1000 habitantes, no entanto, barreiras são impostas para certos grupos ligada ao gênero que, na maioria das vezes, estão dispostos em fazer a doação, são barrados por recomendações dos órgãos internacionais de saúde.

Ademais, em visto dos fatos elencados, acaba gerando uma certa discriminação por parte desses órgãos acaba influenciando no número de captações e consequentemente sua respectiva distribuição para aqueles que necessitam de sangue. Nesse âmbito, para tentar aumentar o número de doações o Ministério da Saúde criou no dia 14 de junho o dia do doador voluntário, que em parceria com a Mídia, mobiliza a população a doar para aumentar a quantidade de bolsas em todos hemocentros do país.

Fica evidente, portanto, que ainda há entraves para a solidificação de políticas que visem diminuir os obstáculos em relação a doação de sangue. Destarte, em visto dos fatos supramencionados, o Governo junto com outros países deve se reunir com os órgãos internacionais para debater essa questão discriminatória de gênero em relação a captação de sangue, a fim de desconstruir preconceitos e aumentar a demanda de sangue nos hemocentros. Além disso, junto com o Ministério da Educação, instituir palestras nas escolas, ministradas por psicólogos para desmistificar boatos sobre a doação sanguínea, para que se possa formar uma nação mais solidária e mais preocupada com o bem estar da população. Dessa forma, suprindo a demanda necessária para que a sociedade não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da Caverna de Platão.