Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 31/10/2018

Irresponsabilidade. Desinformação. Insuficiência. Esses são os principais obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Por isso, é de extrema importância, a participação efetiva de Estado e sociedade civil na manutenção de medidas para facilitar e incentivar essa prática no país. Afinal, apesar de crucial para o sistema de saúde, o recolhimento de material sanguíneo, em grande parte, continua restrito ao esquecimento estatal e ao desinteresse social.

Na obra “Teoria Geral do Estado”, escrita pelo famoso jurista Sahid Maluf, o Estado é visto como uma organização destinada a manter, pela aplicação do Direito, as condições universais da ordem social. Nesse sentido, quanto à doação de sangue, o governo federal não pode se eximir da responsabilidade de agir, de forma precisa, no tocante a criar as condições ideias de transporte, logística e higiene, para que cada vez mais pessoas possam se tornar doadoras.

Ademais, cabe salientar que, apesar da crença de muitos, não é somente de viés governamental o incentivo à doação sanguínea. Assim, torna-se perceptível a necessidade da atitude de organizações não governamentais quanto à disseminação de informações acerca dessa questão, pois, é inadmissível que em um país com mais de 200 milhões de habitantes, segundo dados do Governo Federal, apenas 1,8% da população seja doadora regular.

Em suma, a solução de problemas complexos não virá de atitudes isoladas. Portanto , cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com  os municípios, realizar mutirões regulares para doação de sangue, em locais mais humildes, onde a população não tenha condições de ir aos estabelecimentos oficiais de coleta. Em paralelo, é papel de ONGs e OSCIPs, através de palestras e campanhas, disseminar informação sobre a importância de doar e a carência de doadores, incentivando a população em geral a adotar essa prática. Afinal, para Mahatma Gandhi, “soluções podem nascer de ideias, mas só se efetivam pelo engajamento coletivo”.