Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/11/2018
A primeira transfusão de sangue foi realizada por volta de 1667, na França, feita de uma ovelha para um menino de 15 anos; a partir de então, a história da doação e transfusão sanguínea se iniciou. Porém, no contexto brasileiro, a doação de sangue ainda enfrenta muitos obstáculos.
Em 2014, apenas 3,7 milhões de pessoas doou bolsas de sangue; isso significa que somente 1,8% da população brasileira fez as doação. Proporcionalmente, o Brasil doa menos do que outros países na América Latina. Outro grande problema é que 1 a cada 5 pessoas que chegam nos hemocentros estão inaptas à doar, por falta de informação sobre os pré-requisitos da doação.
Contudo, muitos problemas dificultam a resolução do impasse. Não há nenhum tipo de incentivo à nível estadual ou federal para realização das doações, seja educacional ou midiatico. A maior parte dos hemocentros também só funciona um horário, pela manhã por exemplo, o é uma dificuldade, pois muitos não tem a opção de faltar suas atividades diárias. Além disso, existem lacunas na legislação que dificultam a doação de sangue por homossexuais, uma vez que estes precisam passar 12 meses sem relações sexuais pois os associam à DST’s .
Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse. O filósofo Immanuel Kant afirma que o ser humano é aquilo que a educação faz dele; com isso, o MEC, deve realizar programas de consciencialização nas escola para que, desde a infância, haja incentivo para formação do doador do futuro. O Governo também deve disponibilizar verba e contratar mais profissionais para que os hemocentros passem a funcionar em período integral e assim, as pessoas possam doar sangue sem atrapalhar suas atividades do dia à dia. A mídia nacional também poderá implantar mais propagandas incentivando a empatia e solidariedade, uns para com os outros, tendo em vista que a doação de sangue é um ato totalmente voluntário. Por fim, o Governo, juntamente ao Ministério da Justiça, deve atualizar as leis de doação para que os homossexuais façam suas doações sem problemas ou constrangimento, investindo mais em tecnologias para ter controle sobre a qualidade do sangue do doador. Dessa forma os obstáculos para doação diminuirão e mais vidas serão beneficiadas.