Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 01/11/2018
A doação é um ato de amor ao próximo, e se tratando de sangue é ainda mais admirável. Gotthold Lessing, poeta e filósofo alemão, acreditava que a intenção em doar é o que faz de um indíviduo um doador. Nesse sentido, é válido analisar que esse ato vem se enfraquecendo devido a falta de empatia e soliedariedade, bem como a imposição de critérios/requisitos para se doar sangue no Brasil.
É indubitável que o egoísmo ainda seja uma forte característica no ser humano, visto que há poucos doadores de sangue nos hemocentros brasileiros, tornando assim, um grande problema na sociedade porque os bancos de sangue estão cada vez mais vazios. A falta de compreensão emocional com as questões e problemas que afetam o outro faz com que cada pessoa no seu interior crie um pensamento de que não ganham nada ao doarem, pois, a doação é feita de forma completamente voluntária, destimulando assim os que se importam com os interesses individuais e materialistas. Dados da ONU (Organização das Nações Unidas) mostram que o Brasil doa proporcionalmente menos que os outros países da América latina, tornando o país menos solidário tratando-se de sangue.
Outrossim, destaca-se os critérios e normas para se doar sangue, visando antes de mais nada a segurança do doador e do paciente. Entretanto, esse sistema causa um desfalque de doadores, pois, nem todos se dispoem a seguir e se enquadrar no “padrão” para ser um doador. Há ainda um projeto chamado “junho vermelho” (devido ao dia Mundial do Doador de Sangue -14 de junho) que tem como intuito aumentar a conscientização entre pessoas, apesar disso ainda há uma inviabilidade na doação devido á legislação que impede a doação de sangue por homens que se relacionam sexualmente com outros homens , assim também por fatores ligados a religião em que algumas crenças condenam a transfusão sanguínea.
Entende-se, portanto que a falta de empatia, conscientização e as formas criteriosas de “escolher” um doador tornam ainda mais desafiante a prática da doação de sangue. O Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação devem por medidas de conscientização nos postos de saúde e nas escolas, afim de promover melhor entedimento e absorção do quanto é importante o ato. Deve haver um ajuste legislativo para que haja uma abrangência de doadores e de maneira urgente acabar com qualquer tipo de discriminação e preconceito nos hemocentros do país, para que assim, milhões de vidas possam ser salvas diariamente.