Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 13/01/2019
Doação de sangue é o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro - instituições que fornecem sangue e atendimentos ambulatorial das patologias relacionadas com o sangue. Além disso, doar sangue é um ato altruísta e voluntário que deve ser incentivado.
Existem diversos casos em que as pessoas não estão aptas a doar sangue e dentre eles se destacam: não ter ingerido bebidas alcóolicas nas últimas 12 horas, não pode nunca ter fumado, não pode nunca ter usado nenhuma droga ilícita e não pode se tiver qualquer doença contagiosa. Tais proibições apesar de diminuir a ocorrência de doações, as tornam mais seguras e confiáveis.
Entretanto há um fenômeno polêmico e específico de restrição no Brasil que é a proibição aos homoafetivos de doarem se eles tivessem mantido alguma relação sexual com um homem nos últimos 365 dias. De acordo com o médico Drauzio Varella, essa restrição é equívocada pois ela tem base no conceito antigo e não mais utilizado chamado de grupo de risco quando hoje o conceito é o de comportamento de risco, o qual trata do que realmente importa na doação e não da sexualidade do indivíduo.
Com isso, concluí-se que a doação de sangue por ser algo solidário de se fazer, deve ser incentivado até alcançar a porcentagem ideal proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) que é de 3%, sendo que a atual do Brasil é de menos de 2%. Para atingir esse número, seria interessante que o Poder Executivo pagasse aos veículos de comunicação para incentivarem melhor a doação e isso deve ser feito perto do Dia Mundial do Doador de Sangue que é dia 14 de junho para impulsionar ainda mais a população a praticar algo tão belo e humanitário.