Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 16/01/2019
Doação de sangue: um ato cidadão.
De acordo com o escritor Franz Kafta, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Nesta perspectiva, é preciso analisar a importância da doação de sangue e discutir sobre este assunto no cenário brasileiro. A ONU (Organização das Nações Unidas) recomenda que os doadores representem entre 3% e 5% da população, no entanto, a realidade do país é de cerca de 1,6%. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da falta de informação e do individualismo presente na sociedade atual.
Em primeiro plano, é necessário uma observância quanto a desinformação da população a respeito da prática de doação de sangue. Na maioria das vezes as pessoas não conhecem os procedimentos, os critérios ou até mesmo a facilidade para tal ato, deixando assim de colaborar enquanto cidadão para salvar vidas.
Em segundo plano, essa ação solidária perde espaço na contemporaneidade devido a forma como os indivíduos se tornaram avessos às necessidades do próximo. O filósofo Emmanuel Lévinas afirma que os homens contemporâneos mantêm suas relações com as pessoas de uma forma egoísta e sem responsabilidades, preocupando apenas com o seu ser. Esse fato colabora para diminuir o número de doações.
Portanto, conclui-se que, a doação de sangue é um ato muito significativo e a falta de informação somada ao individualismo dos brasileiros pode comprometer a sociedade. Para combater os problemas citados é necessário que o Ministério da saúde invista em campanhas para informar a população, por meio de palestras explicativas e cartilhas sobre os procedimentos para a doação. Além disso, é preciso que a mídia divulgue a importância desse ato solidário, por intermédio de entrevistas com pessoas que tiveram suas vidas salvas em virtude da doação de sangue que receberam, a fim de conscientizar a população quanto ao seu papel cidadão.