Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 05/02/2019

De acordo com o Ministério da Saúde,menos de 2% da sociedade brasileira doa sangue regularmente. Sob tal perspectiva, o número de doadores no Brasil é menor que o recomendável pela Organização das Nações Unidas(entre 3% e 5%). Nesse sentido, deve-se analisar como o individualismo e a falta de informação influenciam na problemática em questão.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que a falta de altruísmo é o principal responsável pelo escasso número de doadores no país. Conforme Zygmunt Bauman, na pós-modernidade, na obra “Amor Líquido” as pessoas buscam não se envolver nas relações interpessoais que desenvolvem ao longo da vida. Assim,em decorrência dessa fragilidade nos laços afetivos, o individualismo é potencializado e a maioria da população não se importa se há pessoas que precisem de transfusão sanguínea.

Em segundo plano, a falta de informação sobre o processo de doação também é responsável pelos baixos índices de doadores.Isso acontece, segundo a chefe do hemocentro do Rio de Janeiro, Naura Faria, porque a doação de sangue no Brasil é cercada de mitos. Por exemplo,muitos indivíduos acreditam que ao doarem uma vez precisarão doar novamente, e que irão contrair alguma doença infecciosa. Por consequência desse desconhecimento,o ato de doar sangue torna-se cada vez mais distante dos brasileiros.

Torna-se evidente,portanto,que a questão da doação de sangue no Brasil precisa ser revisada. Desse modo, o Ministério da Educação em parceria com as escolas, devem incluir a disciplina de ética e cidadania no currículo escolar com o intuito de desconstruir o individualismo enraizado. Ademais, o Ministério da Saúde deve disseminar nos meios de comunicação, propagandas que além de incentivar a doação informem à população como é de fato a transfusão. Assim, o Brasil alcançará o número recomendável pela Onu.