Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 16/02/2019

A revolução científica iniciada no século XVII trouxe enormes avanços no campo da astronomia à física. Podemos observar grande evolução na biologia e a invenção do método científico por René Descartes, o que antes era proibido tornou-se mais comum, o estudo da anatomia humana em cadáveres. Essas mudanças foram o marco inicial para a medicina moderna. No que se refere ao transplante de órgãos no Brasil, é possível afirmar que os principais obstáculos para que tal procedimento ocorra é falta de uma boa infraestrutura para a captação dessas partes e a não autorização da remoção de órgãos por parte da família de um doador em potencial.

Em primeiro plano, fica claro que um dos maiores obstáculos no procedimento de doação de órgãos é a falta de infraestrutura adequada. Assim, segundo reportagem do jornal O Globo, a Força Aérea Brasileira (FAB) deixou de fornecer aviões para transportar órgãos, ocasionando em diversas perdas, cerca de 153 corações, rins, pulmões e fígados foram para o lixo de 2013 a 2015. Nesse contexto, fica evidente os empecilhos que médicos e pacientes enfrentam todos os dias nas filas de espera para obter uma melhor qualidade de vida.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a dificuldade de convencer os familiares a doar os órgãos de um parente falecido. Em pesquisa coordenada pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), 45% dos entrevistados responderam que não doariam órgãos de falecidos. A maior parte dessas pessoas são pouco informadas a respeito da doação de órgãos ou por não conhecer a opinião do doador a respeito da questão. Em vista disso, fica evidente a falta de informação a respeito do procedimento.

Torna-se evidente que a questão da doação de órgãos é um tema a ser discutido. O Estado em parceria com o ministério da saúde deve trabalhar juntos para melhorar o sistema de transplante de órgãos no Brasil, melhorar o sistema de transporte e fornecer helicópteros ou mesmo criar programas exclusivos na FAB para esse fim. Outrossim, promover campanhas na TV, rádio ou jornal, para informar a população sobre a importância do diálogo a respeito de ser um doador.