Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 04/05/2019
É de conhecimento geral que o Brasil é um país que possui uma das populações mais simpáticas e receptivas do mundo, porém quando a questão é a doação de sangue os brasileiros são menos solidários,por isso, o país está abaixo do ideal do número de doadores esperado pela ONU. Nesse contexto os obstáculos para a doação de sangue devem ser superados de imediato, o qual ocorre em virtude da falta de conscientização, além de normas e proibições descriminatórias.
A doação consiste na retirada voluntária de 450ml de sangue para sua utilização por outro individuo, por meio de uma transfusão. Tem por destino, principalmente, pessoas que sofreram acidentes, enfrentam processos quimioterápicos ou determinados procedimentos, como cirurgias cardíacas e transplantes, então quanto mais indivíduos doarem mais pessoas serão salvas, pois, uma única doação pode salvar quatro vidas. Portanto, a falta de ensinamento nas escolas desde a infância sobre a doação de sangue, prejudica a formação de novos doadores, uma vez que, a educação é sempre o melhor caminho para se ultrapassar obstáculos existentes em sociedade.
A Organização Mundial da Saúde declara que pelo menos 3 a 5% da população de cada país deve ser doadora de sangue, porém apenas 1,9% dos brasileiros entre 16 e 69 anos doam sangue, segundo dados do Ministério da Saúde. Índice esse que poderia melhorar se os homens que fazem sexo com homens (HSH) em um intervalo de 12 meses pudessem doar, principalmente aqueles que possuem parceiro fixo, visto que a mesma regra não é valida para as pessoas heterossexuais fica comprovado que tal medida não tem a ver com a segurança do paciente que irá receber o sangue e sim com questões preconceituosas que foram decretadas por um governo preconceituoso e aceitas por uma sociedade discriminatória.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra o MEC juntamente com o Ministério da Saúde devem desenvolver palestras em escolas, para alunos do ensino fundamental e médio por meio de entrevistas com pessoas que necessitam da transfusão de sangue regularmente, bem como especialistas no assunto. Tais palestras possuem o objetivo de trazer mais lucidez sobre a doação de sangue e atingir um público maior.
Além disso, o governo poderia propor um desconto no imposto de renda a cada três anos para as pessoas que são doadoras regulares a mais de 2 anos, incentivando assim a doação de sangue regular. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira olhe de forma mais sensível para essa situação pois como constatou Richard Rorty: " se podemos contar uns com os outros, não precisamos depender de mais nada"