Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 19/03/2019

Das enormes enciclopédias à Wikipédia na palma da mão. Essa foi uma das formas por quais a tecnologia ressignificou o conceito de aquisição de conteúdo. Nesse contexto, essa ferramenta trouxe toda uma sorte de novas perspectivas positivas no que tange a educação. No entanto, ainda há empecilhos que impedem o pleno aproveitamento da tecnologia no aprendizado, tais como o seu mau uso e a mentalidade essencialmente tradicionalista.

Certamente, é impossível desconectar humanos da tecnologia e, por isso, se faz necessário concilia-la com o ensino. Nesse limiar, estudantes a já combinam com o aprendizado: consoante o Instituto Inspirare, 70% deles utilizam a internet para estudar. Apesar de isso ser positivo, uma vez que oferece independência para o estudante, ainda é preciso orientar para o uso responsável dessa ferramenta, pois são várias as distrações ali presentes, como as redes sociais e as notícias falsas. Com o uso correto da ferramenta, o aprendizado seria construído pelo próprio aluno, o que seria defendido pelo educador Paulo Freire, que dizia que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria criação.

Todavia, há, infelizmente, a demonização do uso de aparelhos eletrônicos no aprendizado. Nesse horizonte, pais e professores não tomam como positivo quando estudantes usam celulares nas salas de aula, por exemplo, ainda que para fins didáticos e, portanto, confiscam os aparelhos quando as notas caem. Assim sendo, o acesso a ótimas ferramentas de estudo, como aplicativos de revisão e vídeo aulas, que facilitam a compreensão do conteúdo, é restringido, e a melhora do boletim torna-se mais difícil. Verifica-se indubitável, portanto, que reverter esse estigma é fundamental para que consigamos conciliar educação e tecnologia.

Cabe às escolas, portanto, orientar estudantes ao uso correto da tecnologia nos estudos, por meio da inclusão desse conteúdo nas aulas de informática, para que seja possível usufruir das possibilidades fornecidas pela nova ferramenta. Além disso, é dever do Ministério da Educação, acrescentar ao currículo dos estudantes de Licenciatura, matérias que orientem a como ensinar seguindo a nova dinâmica tecnológica. Por fim, as escolas devem promover encontro de pais e professores que debatam a cerca desse panorama, para que se cesse a demonização do uso da tecnologia nos estudos.