Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 24/03/2019
Desperdício preconceituoso
No contexto atual,as precárias doações de sangue apresentam-se como assuntos em destaque na mídia e no Supremo Tribunal Federal.De fato,o preconceito aos homossexuais e a insuficiÊncia dos estoques de bolsas de seiva humana contribuíram para agravar este cenário.Nesse viés,questionam-se os obstáculos para a doação de sangue no Brasil e seus impactos na sociedade.
A proibição do compartilhamento sanguíneo,por homoafetivos,surgiram no ano de 1980,quando existia um amplo desconhecimento sobre a causa da AIDS.Logo que cientistas tomaram ciÊncia sobre os fundamentos da doença,imediatamente,países como Portugal,Espanha e Chile revogaram leis que proibiam a distribuição de sangue por homossexuais,tendo como consequÊncia o aumento de arrecadações de bolsas de sangue no hemocentro,principalmente com o compartilhamento nas redes sociais.
No país do carnaval,a ação de 2016 do Supremo Tribunal Federal defendeu a suspensão da lei que proibia os homoafetivos a doarem sangue,argumentando que em curso,ela é discriminatória,uma vez que a invalidez do compartilhamento sanguíneo deveria ser por detecção de doenças e não por orientações sexuais.Nesse caminho,pesquisas apontam que pessoas pardas possuem maiores incidÊncias de doenças sexualmente transmissíveis e nem por isso as mesmas são impedidas de doarem sangue.Por fim,o preconceito tira mais vidas do que auxilia em qualquer circunstÂncia,alimentando somente doutrinas preconceituosas.
Em síntese,os obstáculos para a doação de sangue no país é de caráter discriminatório.O Supremo Tribunal Federal necessita aprovar a lei que extingue os homoafetivos a não doarem sangue.Cabe ao Ministério da Saúde,juntamente com a Anvisa,pressionar o poder legislativo a fim da efetivação da lei em curso e também,financiar,com ajudas das redes sociais,a doação de sangue.Somado a todas essas medidas,os bancos dos hemocentros irão estar fartos de bolsas sanguíneas e o preconceitos freados.