Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 07/04/2019
No Japão, o ensinamento e conscientização das pessoas sobre a doação de sangue começa na educação infantil,o que leva o país a ter um um dos maiores índices de doação de sangue do mundo.Entretanto,no Brasil, o que se vê é uma situação contrária,pois apenas 1,8% da população é doadora de sangue,número muito baixo de acordo com a OMS(Organização Mundial de Saúde).Isso decorre da falta de investimentos pelo Governo,em demonstrar os benefícios e reais fatos acerca da doação sanguínea,o que levou a população a criar vários mitos,viver em meio à informações errôneas e se afastar da doação de sangue.Nessa óptica,cabe analisar os empecilhos e possíveis soluções desse problema.
Segundo a revista Veja,em uma pesquisa feita na cidade de São Paulo,cerca de 60% dos entrevistados disseram que não doavam sangue pelo medo de contrair doenças ou adquirir anemia.Esse fato comprova a existência de mitos e a ausência de informações verdadeiras a respeito da doação de sangue,o que implica no afastamento das pessoas no processo de doação e,consequentemente,um agravamento desse quadro no país, o que faz com que milhares de pessoas dependentes desse ato de solidariedade sofram com adiamento de cirurgias e lotação de hospitais , além de sacramentar o Brasil em uma das piores taxas de doação de sangue da América.
Certa vez, o sociólogo Émile Durkheim, sintetizou a ideia de que o fato social é a maneira de agir e pensar em coletivo,ou seja,a sociedade e a família em que um indivíduo está inserido, interferem nos princípios e personalidades de um cidadão.Tal que,se uma criança pertencer e conviver com um grupo ou família que se diz totalmente contrária à doação de sangue,ela tenderá a adotar esse mesmo pensamento,por convivência.Esse fato somado a questão da falta de debates e discussões acerca da doação de sangue nas escolas,são fatores relevantes que dificultam o aumento de doadores sanguíneos.
Nessa perspectiva,é necessário que medidas sejam tomadas com intuito de atenuar o problema e enfraquecer a cultura mítica.Para tal,o Ministério da Educação,em parceria com o Ministério da saúde,deve promover palestras e debates nas escolas,desde o ensino fundamental até o médio,com a participação de profissionais na área da saúde e de pessoas que já tenham passado por transfusões sanguíneas,para quebrar esteriótipos e mitos relacionados no ato da doação,com objetivo de conscientizar e informar os jovens e pais sobre a importância da doação de sangue.Dessa forma,constrói-se uma sociedade digna e solidária com nossos semelhantes.