Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 20/04/2019
Segundo o autor e político Benjamin Franklin, quando somos bons para os outros, somos ainda melhores para nós. Nesta perspectiva, o ato de solidariedade ao próximo é o que melhor traduz o sentimento da sociedade brasileira para com o semelhante. No entanto, existem adversidades que intrincam o processo de ser benevolente, tais como a realidade discriminatória com o homem gay e bissexual e a ignorância da população que acontece em relação ao sistema de doação de sangue no Brasil. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias nesse sistema.
A priori, tal conjuntura demanda uma análise sociocultural. Sob essa ótica, torna-se relevante a prática discriminatória decorrente dos altos índices de HIV que assolaram a população masculina homossexual na década de 80. Como exemplo disso, pode-se destacar o fato de que o Brasil desperdiça cerca de 18 milhões de litros de sague por ano, apenas por esses originarem de homens homossexuais ou bissexuais que não estão em celibato por cerca de 12 meses, sendo que eles gozam de uma saúde formidável. Ou seja, vidas poderiam está sendo salvas se o sistema de doação de sangue brasileiro fosse mais inclusivo com estes: sociedade masculina que se relaciona com o mesmo sexo.
Outro desafio é o fato de que sociedade brasileira detém a ignorância sobre o processo de doação. De conformidade ao pensamento do escritor contemporâneo Franz Kafka, no qual ele refere-se a solidariedade como o instinto que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Entretanto, o número de pessoas que vão por vontade própria aos hemocentros é menos do que o esperado, visto que essa parcela da população dispõe do receio de comprometer à saúde. Por conseguinte, o desafio do obstáculo da incultura populacional no sistema de doação de sangue brasileiro regride o desenvolvimento do país em questão à integridade do homem.
Portanto, diligências são necessárias para combater os obstáculos para a doação de sangue no Brasil. Com essa intenção, o Poder Público, juntamente com investimentos da iniciativa privada, precisa fazer incentivos para a doação de sangue mediante a descontos em serviços públicos e privados com o intuito de cessar os entraves existentes na doação. Igualmente, mediante à ignorância da população e ao preconceito homofóbico, o Ministério da Saúde deve criar campanhas em meios de comunicação em massa, através de parcerias com a indústria midiática e as redes sociais com a finalidade de informar os benefícios e sanar as dúvidas sobre a doação dos hemocomponentes. Só assim, a sociedade brasileira se verá respeitando a dignidade humana, assim como disse Franz Kafka.