Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 30/04/2019

Promulgada pela ONU(Organização das Nações Unidas) no ano de 1948,a declaração universal dos direitos humanos garante a cada individuo direito a Saúde e ao bem estar social.No entanto,as dificuldades na doação sanguínea no Brasil,impossibilita que uma certa parcela da população não desfrute desse direito na prática.Diante desse perspectiva cabe avaliar fatores que favorecem esse quadro.

O estado é um dos principais fatores no desenvolvimento de um país.Hodiernamente,ocupando a nona posição da economia mundial.Seria lógico crer que o Brasil possui um sistema público de saúde eficiente.Contudo,a realidade é o justamente o  oposto,  o resultado desse contraste e claramente refletido nos hemocentros brasileiros.Segundo o IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia Estatística),cerca de 11 milhões de homens é homo ou bissexual,e só é possível doarem sangue  se durante um ano não praticarem relações sexuais.Levando em conta ,um homem pode doar sangue até quatro vezes ao ano,estima-se um desperdício na faixa  de 18 milhões de litros de sangue, devido essa restrição.É inaceitável tal negligência do estado,com políticas tão retrogradas.

Faz-se mister,ainda, salientar até o ano de 2004, homossexuais eram proibidos de doarem sangue no país,sem dúvidas isso mostra a negligencia de um sistema falho,onde o critério sexualidade é levado em conta,como discriminador, restringindo assim o avanço na saúde do país.De acordo com a filósofa Agnes Heller, crer em preconceitos é cômodo por que nos protege de conflitos,porque confirma nossas ações anteriores.Diante e deste contexto percebemos a falta de renovação do modelo arcaico que trava o avanço do nosso sistema de saúde.

Portanto, indubitávelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema.O governo do Brasil,deve implantar uma lei federal,onde critérios  que servem para classificar doadores de sangue como,aptos ou não-aptos flexibilize-se,e consequentemente, a aplicação dessa lei poderia facilitar a coleta aumentando o  volume de sangue nos hemocentros do país.