Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 09/12/2020
Doe se for capaz
Na serie “Grey’s Anatomy” um paciente neonazista se nega a ser atendido por médicos negros por medo de não ser tratado corretamente, no entanto, ele só sobrevive devido a persistência de uma medica negra. Infelizmente as restrições encontradas para a doação de sangue também são derivadas de um preconceito. Portanto faz-se necessária a analise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira instância, é importante criticar a limitação de medidas governamentais para sanar o problema, colocando-se proibições para potenciais doadores que podem apresentar as mesmas contaminações de doadores negligentes. Tal medidas não apenas reduzem as capacidades dos bancos de sangue, como também, aumentam o preconceito social e profissional sobre uma parcela da população. Deste modo o governo inviabiliza na constituição de 1988 o direito a saúde e a igualdade.
Deve-se ressaltar que a impossibilidade da doação de homens LGBTs representa para os bancos de sangue, segundo a “super abril”, a perda de uma arrecadação 9 vezes maior do que a do momento atual. Ademais, é fundamental apontar que há a ampla negligencia aos cuidados sexuais no Brasil, assim como, a existência de métodos contraceptivos que não impedem a contaminação de ISTs, portanto, a exclusão de grupos sociais não significa maior segurança.
Desta forma, a reclusão de grupos a doação de sangue não somente é um desfavor público, como também é insustentável. Por isso é imprescindível que o ministério da saúde, com apoio das mídias televisivas, estabeleçam por meio de propagadas e UBSs campanhas de prevenção, controle e diagnóstico de ISTs, com o intuito de evitar a doação de pessoas contaminadas. Atrelado a isso é essencial a produção de propagandas e reportagens que expliquem os processos pelo qual o sangue doado passa para aferir sua segurança, permitindo assim, que medidas tão arcaicas, como proibições, sejam deixadas de lado.