Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 08/05/2019

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto quando se observa, as dificuldades de doações de sangue no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo preconceito contra homossexuais ou pela falta de incentivo e remuneração para os doadores. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

Primeiramente, segundo os dados do super.abril, cerca de 10% dos homens no Brasil são gays ou bissexuais, é indubitável que o preconceito contra eles interfere nas doações de sangue, pois, mesmo com preservativos, não podem ter relações sexuais por 1 ano, se quiserem doar sangue, por causa do prejulgamento da sociedade contra eles achando que tem uma doença, fazem ficarem com vergonha de ir retirar sangue, e por fim acabam desistindo de tentar ajudar a comunidade que necessita.

Por conseguinte, destaca-se a falta de apoio do governo para os doadores como impulsionados do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento observa-se que é preciso de um incentivo para que os cidadãos ganham com isso e vão doar sangue com mais frequência.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de política que vise à construção de um mundo melhor. Desaste, o Ministério da Saúde, junto com a mídia devem divulgar as campanhas de doações de sangue e devem dar benefícios aos doadores como dinheiro, ou pela divulgação de seu nome como um ato histórico, por meio de verbas governamentais e pela mídia social. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma a sociedade as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo o Ministério da Educação deve intervir, nas escolas palestras ministradas por psicólogos, que discutem o combate a homofobia a fim de conscientizar os alunos, que qualquer um com saúde e se prevenindo pode doar sangue.