Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 07/05/2019
O empecilho mascarado.
Entende-se que uma boa nação é aquela na qual preza pela vida de seus cidadãos. Nesse sentido, a doação de sangue ganha destaque. No entanto, no Brasil, esse destaque é de forma negativa, visto que existem obstáculos que torna a doação de sangue no país deficitária.
Em primeiro lugar, é evidente que a doação de sangue pelos homossexuais é a maior barreira a ser ultrapassada. Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre: ´´ A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota.´´ Nesse sentido, quando se obriga que homens gays espere até um ano, da sua última relação sexual, para poder fazer a doação de sangue é um tipo de preconceito mascarado. Sendo assim, uma violência moral e psíquica contra essa parte da população que está sendo marginalizada no assunto da contribuição de sangue no país.
Em segundo lugar, precisamos entender as consequências desta regra de um ano de abstinência sexual do gays. Órgãos internacionais indicam que mais de 4% da população de um determinado país seja doadora de sangue. O Brasil ainda não atingiu esse percentual, com a porcentagem em 1,8%, segundo o IBGE. Em uma população com tantos homossexuais, como no Brasil, podendo contribuir sem restrições, estaríamos ganhando destaque neste tema de extrema importância e se aproximando da meta. Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Cabe aos meios de comunicação em massa, rádios e TVs, a conscientização dos órgãos de saúde e hemocentros, de que casais heterossexuais possuem as mesmas chances de contraírem Aids e HIV, como os homossexuais, no entanto, nem por isso são impelidos de doar sangue. Evidenciando que a orientação sexual do indivíduo não pode ser um empecilho na hora de fazer a sua doação. Sendo assim, podemos garantir maiores reservas nos hemocentros do país. Podendo salvar mais vidas. Com isso, poderemos nos orgulhar de sermos uma boa nação.