Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 21/07/2019

Hodiernamente o Brasil é conhecido mundialmente pela simpatia com o visitante estrangeiro, porém não muito solidário com seu próprio povo quando se trata da doação de sangue. Tal comportamento é observado quando se analisa a totalidade de doações na América do Sul, o Brasil doa proporcionalmente menos do que os outros países da região. Essa presença pode ser entendida a partir da falta de conscientização da população bem como um reflexo da ausência de estrutura para a doação de sangue. Por conseguinte , medidas devem ser adotadas com o intuito de mitigar os efeitos nefastos da falta de solidariedade ao próximo no cotidiano das pessoas.

A priori, a falta de conscientização da população brasileira é a maior limitadora para o aumento da doação de sangue. Nesse sentido, o Brasil não se preocupa em captar o doador desde criança para que no futuro, obtemos uma grande quantidade de doadores com responsabilidade social. Prova cabal disso, segundo Yêda Maia de Albuquerque, presidente do Hemope (Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco), é a falta de doadores voluntários, ou seja, aqueles que doam frequentemente sem se importar com quem vai receber o sangue. Logo, devemos incentivar a população desde os primeiros anos de vida, para que a doação de sangue seja um ato social e contínuo.

A posterior, não basta elevar o número de doações, sem aumentar a estrutura onde o produto irá ser extraído. Sendo assim, muitos hospitais não possuem estrutura suficiente para gerenciar os estoques das bolsas de sangue e fornecer assessoria técnica. Tal fator pode ser considerado, mediante dados da Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, o problema central está no financiamento, que impede o oferecimento de serviços e recursos para investir em agências transfusionais na maioria dos hospitais. Por conseguinte, devemos melhorar as estruturas dos hospitais para que haja recursos necessários para a extração de sangue corretamente.