Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 28/07/2019

O sangue é um tecido que possui inúmeras funções no organismo, entre elas está o transporte de oxigênio, portanto, sua falta pode até mesmo levar à morte. No Brasil campanhas são feitas com o objetivo de incentivar a população a doar sangue, no entanto, a quantidade de doadores ainda precisa aumentar, para garantir que não falte bolsas de sangue nos hospitais.

Em primeira análise, a quantidade ideal de doadores de sangue que um país deve ter é de pelo menos 1% da sua população, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), felizmente o Brasil ultrapassa essa porcentagem, totalizando 1,6% de seus cidadãos doadores. Contudo, ao passo que a medicina avança novos tratamentos s novas cirurgias são realizadas, desse modo necessitando de um estoque cada vez maior de bolsas de sangue, para poder garantir o tratamento para todos os pacientes. Em suma, um dos motivos que permitem que esse obstáculo exista está relacionado a cultura do povo brasileiro, que são os mitos em torno da prática do ato de doar sangue, entre está o medo de que poderá faltar sangue no corpo do doador ou até mesmo que uma pessoa que possua tatuagens em seu corpo não possa doar, tal fato que o sociólogo Émile Durkheim chamaria de fato social, já que se trata de uma forma coletiva de pensar.

Em segundo lugar, a criação que o brasileiro recebe está relacionada à quantidade de doadores de sangue na população brasileira. Isto é, de acordo com pensamento do filósofo Nietzsche, de que determinado fato é fruto do processo genealógico, ou seja, da construção pela qual o povo brasileiro passa, pois enquanto são crianças e jovens não são instruídos sobre a importância de se tornarem doadores de sangue no futuro. Logo, se essa questão fosse trabalhada nas escolas ou em casa, no Brasil poderiam existir adultos mais instruídos e que se interessariam mais em serem doadores.

Mediante o exposto, medidas são necessárias com o fito de destruir os entraves. Primeiramente, cabe à mídia realizar a desmistificação dos mitos em torno da doação de sangue, por meio de propagandas informativas que expliquem como é feito tal processo, o quanto ele é seguro e quem pode ou não doar, visando informar a população e conseguir atrair mais pessoas aos hemocentros. Não menos importante, é dever da escola e da família conscientizar as crianças e os adolescentes sobre a importância de doar sangue e explicar como eles estarão ajudando a salvar a vida de várias pessoas, tal assunto pode ser tratado por meio de palestras, debates ou até mesmo por meio de uma conversa entre pais e filhos. Desse modo, o Brasil poderá desfrutar de uma maior oferta de sangue para cuidar de sua nação.