Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 30/05/2020

Segundo Antoine de Saint-Exupéry, a verdadeira solidariedade começa onde não se espera nada em troca. Assim é a doação de sangue, uma ação voluntária que salva milhares de vidas em todo o mundo. No entanto, é possível afirmar que há obstáculos na doação de sangue no Brasil. Isso se evidencia não só pela falta de informações sobre essa prática como também pela exclusão da participação de homossexuais nas campanhas de doação.

Primeiramente, a falta de informação corrobora para o desconhecimento sobre a importância de doar sangue. Ademais, de acordo com o Ministério da Saúde, uma bolsa de sangue de 450ml pode salvar até a vida de 4 pessoas. Por isso, é necessário que a população saiba sobre esse procedimento, que é utilizado no tratamento contra o câncer ou em pessoas que possuem anemia crônica, além de dar suporte para quem sofreu um acidente ou necessita fazer uma cirurgia.

Além disso, a doação de sangue feita por homens homossexuais é um obstáculo. Segundo Edson Fachin, jurista brasileiro, proibir gays de doar sangue é preconceito. Nesse sentido, estabelecer um grupo de risco com base na orientação sexual não é justificável, uma vez que doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, também são transmitidas por heterossexuais.

Diante do exposto, cabe ao Governo, em parceria com as Mídias Sociais, realizar campanhas por meio de mídias audiovisuais, como a televisão e a internet, e em áreas físicas, como os outdoors, afim de enfatizar a importância da doação de sangue. Ademais, em parceria com OMS, deve-se alterar as leis que excluem os homossexuais da doação e investir em processos tecnológicos que garantam o controle da qualidade sanguínea, a fim de não só assegurar a manutenção dos direitos dos cidadãos como também aprimorar e validar esse ato solidário para todos.