Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 23/10/2019

Consoante o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja mais igualitário e coeso é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Entretanto, no Brasil isso não ocorre, visto que os obstáculos para a doação de sangue é realidade no país, o qual é resultado da falta de conscientização da sociedade e da negligência governamental.

É relevante abordar que a tese marxista disserta acerca da inescrupulosa atuação estatal, que assiste apenas à classe dominante. Dessa maneira, alienados pelo capitalismo selvagem e pelos subvertidos valores líquidos da atualidade, os governadores negligenciam a necessidade fecunda de mudança nos índices de doações do país. Assim, uma mudança nos valores da sociedade seria fundamental para transpor barreiras aos obstáculos para a doação de sangue.

De acordo com  Aristóteles no livro ética a Nicômaco, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, pois o hábito de doar e a consciência da importância da contribuição não está presente em todo território nacional, favorecendo para que os obstáculos persistem. Porém, embora caótica, essa situação é mutável.

Portanto, faz-se necessário medidas para combater a problemática. Para que o Brasil seja articulado como um “corpo biológico” cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas por meio de palestras e atividades lúdicas através de profissionais capacitados a respeito da importância da doação de sangue, a fim de conscientizar o ambiente escolar e a sociedade no geral. Uma vez que ações culturais coletivas tem imenso poder transformador. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante para evolução de um homem ou nação.”