Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 18/07/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os desafios entrelaçados à doação de sangue impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato, para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A saúde é o fator principal para o desenvolvimento do país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de saúde eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de políticas públicas. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2014 a população de pessoas que doaram sangue não ultrapassava 1,8%. Diante desse exposto, é inadmissível a sociedade aceitar as negligências do governo que ainda se encontram abrangentes.

Faz-se mister, ainda, salientar a falta de informação dos indivíduos como impulsionador do problema, pois a grande maioria se sustenta no senso comum e retrata a doação de sangue como um fator de risco para a saúde. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da ‘‘modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é necessário que essa população se mantenha informada e ciente dos benefícios que irão gerar para os indivíduos necessitados.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. O governo necessita cobrar postura aderente à doação, uma modificação nos programas sociais e nos meios midiáticos para a informação devida a toda população com palestras, anexos e divulgação da necessidade da transfusão de sangue junto com o Ministério de Saúde, prefeituras e oficinas de saúde voltadas para esse tema que não é tão discutido, para que ocorra uma estimulação nos dados. Dessa forma, o Brasil poderia superar esses desafios a partir dessas ações que são primordiais, e espera-se também, uma melhoria das condições sociais e políticas desse grupo.