Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 21/07/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito á saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os empecilhos para a doação de sangue no Brasil impossibilitam que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Mormente, destaca-se a restrição de homossexuais na doação de sangue pelos 12 meses seguintes à sua ultima relação sexual. De acordo com o Ministério da Saúde, apena 1,8% da população brasileira doam sangue, número inferior ao ideal da ONU que é de 3 a 5% que uma nação seja doadora. Assim, é imprescindível falar sobre a importância da inclusão do grupo minoritário na doação de sangue. Visto que são excluídos pela sua orientação sexual, e não pela questão de saúde.
Faz-se mister, ainda, salientar o baixo número de campanhas publicitárias como impulsionadora dos obstáculos para a doação de sangue. De acordo com o escritor Frank Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Diante de tal contexto, a divulgação à população é indispensável para transpor as barreiras á doação de sangue e para conscientizar a sociedade da importância de ser solidário.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem á construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que a mídia crie projetos para a captação de doadores por meio de campanhas publicitárias com a participação de profissionais da saúde sobre a importância da doação de sangue. Ademais, o Governo deve acabar com a lei da restrição dos homossexuais como doadores sanguíneos e ampliar os investimentos em tecnologias na medicina dos estados. A partir dessas ações, espera-se promover o aumento no número de doadores de sangue no Brasil.