Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 02/08/2019
No contexto sociocultural brasileiro, observa-se a existência de diversos obstáculos para que a taxa de doação de sangue cresça. É notório que a falta de campanhas que conscientizem o indivíduo desde os primórdios escolares e a desestruturação de alguns hemocentros do país, constituem os principais fatores que geram esse entrave. Além disso, pode-se ressaltar a existência de regras que impedem o homossexual de doar sangue caso ele não esteja em abstinência sexual de 12 meses. Dessa maneira, intervenções são necessárias.
Em primeira instância, é necessário analisar que a deficiência cultural e educacional para conscientizar as crianças desde pequenas é um empecilho para o crescimento das doações. Fica claro que as escolas do país não promovem projetos, palestras e discussões acerca do assunto, para informar os alunos da importância e vitalidade dessa ação e, assim, aumentar o potencial de doadores no decorrer do tempo. Vale ressaltar também a regra imposta aos homossexuais, a qual esses indivíduos só podem doar sangue com abstinência sexual de um ano, que diminui o número de voluntários, de acordo com o site Super interessante estima-se que o Brasil desperdice 18 milhões de litros de sangue por ano nesse processo. Com isso, é evidente que novos projetos educacionais e novos métodos nos hemocentros podem reverter esse quadro.
Em segunda instância, é importante salientar que a deficiência de certos hemocentros em relação à qualidade e eficiência agravam ainda mais essa questão. Nota-se que a falta de financiamento criam uma dicotomia, na qual algumas instituições do Brasil são referências e outras acabam sucateadas, já que questões de desperdício e baixo controle de qualidade ainda ocorrem. Outro fator relevante é o baixo número de unidades móveis de doação espalhadas pelo país que realizem a coleta perto dos potenciais doadores. Sendo assim, é perceptível que o investimento nos bancos de sangue e em formas mais eficientes de colher essas bolsas é extremamente necessário para reduzir essa mazela.
Portanto, é possível inferir que a falha das escolas em ensinar as crianças desde cedo e os problemas estruturais e funcionais dos hemocentros criam obstáculos para o crescimento do número de doações. Por conseguinte, é necessário que as escolas, em parceria com as famílias e ONGs, elaborem projetos com equipes multidisciplinares, para informar os alunos e familiares acerca da importância desse processo, por meio de palestras, filmes e debates. É importante também que o Ministério da saúde invista na inserção de novas unidades móveis de doação e elaborem novas regras quanto aos homossexuais, visando o fator de risco e não a opção sexual, com isso, esse procedimento ocorrerá de forma igualitária. Desse modo, esse entrave atingirá menores proporções.