Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 03/09/2019
A carta Magna de 1988 - documento de maior soberania no território nacional - declara a saúde como um direito fundamental de todo o cidadão. Nessa perspectiva, a doação de sangue auxilia a salvar vidas. No Brasil, 1.8% da população doa sangue, enquanto o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 1% de doadores na nação. Entretanto, existem empecilhos para a problemática devido a sociedade Brasileira não ter hábito constante de doar sangue e também, a proibição dos homossexuais de realizar a doação.
Em primeira análise, a irregularidade periódica na doação de sangue é um obstáculo crescente nos hemocentros e nos hospitais. Diante disso, há a necessidade dos cidadãos brasileiros ser fiéis, regulares e motivados para não comprometer o funcionamento destas instituições, afetando o cidadão. Embora haja casos de aumento de doadores em férias, feriados prolongados, comoção nas redes sociais ou necessidade familiar, o número de doadores após esses eventos diminui. Dessa forma, cirurgias e tratamentos de doenças são interrompidos.O mês de junho, conhecido como “Junho vermelho” é uma forma de incentivo a população a doar sangue.
Ademais, é importante destacar que na década de 1980, os homossexuais eram considerados grupo de risco devido a epidemia do HIV. Entretanto, o vírus ainda persiste na sociedade independente da orientação sexual. Homossexuais são proibidos de doar sangue se realizou relações sexuais em um período de 12 meses. Dessa forma, é inaceitável a proibição, porque para critério de seleção deveria ser a condição de saúde do indivíduo. Com isso, há uma diminuição dos estoques de sangue para uma eventual situação como violência urbana e acidentes de trânsito que necessitaria de uma urgência maior de sangue que seria cumprido por parte do grupo homossexual.
Portanto, há a necessidade de superar as barreiras que afetam a doação de sangue. Deve-se incentivar por meio de mídias sociais, ONG’s e entidades filantrópicas, através da Secretária de Saúde o aumento do incentivo e das estruturas dos hemocentros e postos de coleta para a doação de sangue efetuando-se projetos na escola para educar a sociedade e compreender que doar sangue é um ato solidário e social. Além disso, deve-se alterar a criação da lei, por parte do governo e OMS para que haja doação por parte dos homossexuais, investindo em tecnologias que possa observar a qualidade do sangue e de doenças, para que haja aumento no estoque de sangue e os que precisam de transfusão sanguínea por doação dos grupos homossexuais.