Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 04/09/2019

De acordo com o Ministério da Saúde, menos de 2% da sociedade brasileira doa sangue regularmente. Embora a quantidade coletada anualmente seja considerada, pelo mesmo órgão, suficiente, o número de doares é menor que o recomendável pela Organização das Nações Unidas(entre 3% e 5%). Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a nossa sociedade.

Em primeira análise, nota-se, ainda, que a falta de informação sobre o processo de doação também é responsável pelos baixos índices de doares. Isso acontece, porque segundo Naura Faria, chefe de atendimento ao doador do homocentro coordenador do estado do Rio de Janeiro, a doação de sangue no Brasil ainda é cercada de mitos. Muitas pessoas, por exemplo, acreditam erroneamente que, poderão contrair alguma doença infecciosa, durante a coleta e até engordar. Por consequência desses desconhecimentos, o ato de doar sangue torna-se cada vez mais distante da realidade brasileira.

Além disso, a doação de sangue feita por homens homossexuais é marcada por obstáculos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, até o final da década de 90 os cidadãos que tinham relações homoafetivas constituíam o chamado “grupo de risco”, pois, nos anos 80, houve o auge da epidemia do vírus da HIV. Neste sentido, o Brasil excluía a doação de homossexuais que tinham realizado sexo até o prazo de 12 meses. Entretanto, a orientação sexual não poderia nem deveria ser o critério de seleção, mas sim a condição de saúde dos indivíduos, uma vez que a Aids também é transmitida por heterossexuais.

Faz-se visível, portanto,a necessidade de combater tal problemática. Desse modo,  é necessário que o Poder Legislativo, que deve, por meio de criação de uma lei que permite homossexuais doarem sangue sem a necessidade de abstinência sexual,  em parceria com o Ministério da Saúde testando o sangue dos doadores promovendo, espera-se com isso um aumento na doação de sangue.