Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 06/09/2019

De acordo com Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Analogamente, a sociedade brasileira precisa compreender sua responsabilidade social com relação a doação de sangue, para que exerçam tal prática.

Em primeira análise, infere-se que não há conhecimento acerca dos processos da doação sanguínea, por grande parte da população brasileira. Segundo Ministério da Saúde, menos de 2% dos cidadãos doam sangue. De fato, esse dado comprova que não existe responsabilização social com os que necessitam de transfusão. Em outras palavras, a responsabilidade para com a atual situação é crítica, visto que a taxa de doadores não encontra-se na média, que segundo Organização Mundial da Saúde, é de 3%.

Além disso, sabe-se que a falta de conscientização das pessoas é o fator que influencia na intensidade do problema. Por certo, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, conforme Immanuel Kant. Contudo, existem falhas no sistema educacional brasileiro, acerca da formação dos futuros adultos comprometidos com a doação sanguínea. Certamente, não há preocupação social com a disposição em ajudar as pessoas que necessitam, visto que pouco se fala e incentiva a contribuição voluntária de sangue.

Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse. Cabe ao Ministério da Educação estabelecer na grade curricular temas relacionados a doação de sangue, por intermédio do auxílio de profissionais da área da saúde, com palestras e atividades lúdicas, além de apresentar doadores voluntários, como incentivo. Com isso, espera-se que sejam formados cidadãos comprometidos com a solidariedade, que influenciam a família e outras pessoas também a ceder sangue, para que os empecilhos para doação sejam superados.