Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 10/09/2019

Segundo o escritor Franz Krafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana. Somado a isso, podemos afirmar que um simples gesto é capaz de salvar inúmeras vidas.   No entanto, há alguns empecilhos no processo de ser solidário, como acontece quando pensamos em relação a doação de sangue no Brasil, onde muitas pessoas por falta de conhecimento ou proibições acabam deixando de contribuir.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 1,8% da população brasileira são doadores de sangue, enquanto a taxa considerada “ideal” é de 3% a 5%. Posto isso, é possível afirmar que tal hábito ainda não é frequente no Brasil. A causa dessa escassez está diretamente relacionada com a falta de divulgação pelos meios de comunicação, que iriam auxiliar as pessoas à perceberem a importância de contribuir.

Por outro lado, existem restrições para a doação de sangue feita por homens homossexuais, que só podem contribuir caso passem um período de 12 meses sem relações homoafetivas, pois 10,5% da taxa de prevalência de HIV provém desses relacionamentos. Entretanto, a orientação sexual do indivíduo não deve ser usada como critério de seleção, mas sim a sua condição de saúde, avaliada por meio de exames, posto que heterossexuais também transmitem o vírus da Aids.

Infere-se portanto, que medidas são necessárias para vencer os obstáculos. Assim, cabe à mídia juntamente com o Governo Federal a criação de campanhas de conscientização, colocando o ato de doar como um importante fator na formação do cidadão. Ademais, o Ministério da Saúde deve alterar as regras que proíbem a contribuição dos homossexuais, e também o investimento em exames que avaliem se o indivíduo possui alguma doença. Dessa maneira, poder-se à transforma os brasileiros em uma população mais solidária.