Obstáculos para a doação de sangue no Brasil
Enviada em 22/09/2019
Na década de 40, a hemoterapia foi reconhecida e inauguraram-se vários “bancos de sangue” em torno do país, na qual hoje esperasse voluntários para o recebimento do tecido. Entretanto, devido a baixa publicidade para a campanha e preconceitos arcaicos, muitos pacientes acabam ficando sem o sangue diante de situações de risco, sendo imprescindível ações que revertam esse cenário.
Em primeira análise, é válido ressaltar que, conforme o Ministério da Saúde apenas 1,6% da população brasileira é doadora de sangue. Embora exista a campanha “Junho vermelho” que destaca a importância do ato, a cobertura ainda é rasa e a propagação limitada devido ao baixo investimento governamental que resulta na suspensão de cirurgias, situação na qual muitos médicos necessitam escolher qual paciente receberá.
Outrossim, de acordo com o escritor Franz Kafka, a solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana, entretanto, no Estado brasileiro a opção sexual é critério na doação de sangue, fator que impede que essa assistência seja ampla, visto que, cada homem pode doar até quatro vezes em um ano, com a restrição dessa parcela da população, são desperdiçados 18,9 milhões de litros de sangue por ano.
Portanto, é indispensável medidas que mudem esse quadro. Para isso, é dever da mídia ampliar campanhas que incentivem a doação desse tecido vital, por meio das redes sociais, como pedidos para que os usuários postem fotos do ato com “hastags” “doemsangue” pois assim estimulará um maior número de doadores, bem como terá maior cobertura nacional. Além disso, é necessário que os bancos de sangue extinguem o princípio de que homossexuais sejam impedidos de doar devido a sua opção sexual para assim, aumentar a oferta e a solidariedade brasileira.