Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 04/10/2019

Durante a segunda guerra mundial, surgiram os primeiros bancos de sangue, sendo o período das primeiras campanhas de doação de sangue. Desde então, tal prática passou a ser uma possibilidade de salvar vidas. Contudo, no Brasil, se tem uma baixa quantidade de doadores devido à falta de informação para a população e à falta de mais investimentos em centros especializados.

Mormente, a falta de conscientização dos cidadãos a cerca dos mitos que envolvem a contribuição do sangue acarreta na redução de doadores voluntários. Dentre os estigmas que rodeiam a doação destacam-se: “doar sangue vicia”, “doar engrossa o sangue” e até ‘‘doar engorda". Dessa forma, é de importante que o Estado traga informações às pessoas das consequências da doação de sangue para o ser humano, bem como os benefícios para quem recebe.

Ademais, outro fator a ser mencionado é a deficiência estrutural. A carência de unidades transfusionais, principalmente em cidades do interior, contribui para o desestímulo social, pois o doador em potencial deve se deslocar até uma cidade maior, muitas vezes longe, que tenha um hemocentro para realizar tal ação. A exemplo, tem-se uma pesquisa realizada pela Produção Hemoterápica Brasileira (Hemoprod) relatando que apenas 0,4% dos doadores brasileiros são da região Norte. Convém ressaltar que a população estimada da maior região do Brasil equivale a quase 8% da população brasileira, segundo o IBGE.

Portanto, formar um senso crítico social para aumentar a doação de sangue é essencial. O Ministério da Saúde deve estruturar as unidades de saúde das cidades do interior para receberem doadores, por meio de mais profissionais e construção de salas adequadas, buscando uma maior adesão da comunidade. Ademais, ONGs voltadas para a saúde, em parceria com a mídia, devem realizar campanhas de doação no país, através de propagandas na TV aberta, pois, dessa forma, ocorrerá o aumento da solidariedade e a criticidade social sobre o assunto.