Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 18/09/2019

A terapia celular, ocorrida pela primeira vez no século XVII, consiste no transplante de novas células para substituir outras que foram perdidas por doenças, um exemplo dessa forma de tratamento é a transfusão do sangue. No entanto, apesar dessa inovação ser extremamente benéfica a população, o Brasil ainda enfrenta obstáculos quanto a doação sanguínea. Ademais, o pouco incentivo ao hábito de doar e a pouca informação que é fornecida a população, são fatores que contribuem para  a permanência desse dilema nos dias atuais.

Cabe pontuar, a princípio,  que a escassez de propagandas públicas, nas quais fomenta-se a contribuição hemofílica da sociedade, é uma problemática recorrente. Outrossim, segundo o Hemopa, todos os anos acontecem campanhas em datas fixas, como é o caso do Dia Universal do Doador. Entretanto, de acordo com o Ministério da Saúde, de 2017 para 2018, ao invés do número de doadores aumentar, ocorreu o contrário, diminuiu 0,2%, evidenciando que, apesar desses incentivos serem de extrema relevância, o fato de ocorrem apenas algumas vezes no ano os tornam insuficiente para conscientizar efetivamente a população.

Além disso, é válido destacar que a proliferação de mitos relacionados a contribuição sanguínea é outro fator que gera a diminuição dos contribuidores. Assim, com o advento da Revolução Tecno-científica, no século XX, suas mudanças na medicina e o incremento de técnicas inovadoras para os métodos já existentes, fez com que muitas pessoas ficassem assustadas com essas novas invenções e começassem a difundir, contra essas criações, boatos, como a contração de possíveis doenças através de transfusões homofílicas. Desse modo, apesar desses rumores em relação a hemolinfa já  terem sido desacreditados pela OMS, alguns ainda perduram na contemporaneidade, devido a pouca propagação de informações que, consequentemente, suscita o baixo índice de concessores.

Evidencia-se, portanto, que há impasses para a doação de sangue no Brasil, os quais precisam ser atenuados. Logo, é dever do Ministério da Saúde, ligadamente a mídia, gerar campanhas que perdurem não só por uma semana ou um mês, mas o ano todo, através de comerciais televisivos constantes, que objetivem o incentivo, para que as pessoas percebam a importância de doarem o líquido . Ainda nesse viés, cabe ao Hemopa, realizar debates nas redes sociais e nesses, far-se-á divulgações de informações e o esclarecimentos das inverdades medicinais que perduram na sociedade contemporânea brasileira, com a finalidade de proporcionar conhecimento e romper com a realidade da Revolução Tecno-científica.