Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 18/09/2019

A série brasileira Sob Pressão, procura mostrar os desafios enfrentados no dia a dia nos hospitais públicos do país; em um de seus episódios, a falta de sangue para o tratamento de pacientes e a realização de cirurgias causa grandes problemas para os médicos e pacientes do hospital. A falta de sangue nos hospitais e hemocentros não é exclusivo da ficção, e é uma problemática recorrente para médicos e pacientes, que necessitam de transfusão no Brasil.

Mormente, de acordo com a ONU, o ideal seria que ao menos 3% da população de uma nação doasse sangue. Porém, no Brasil, segundo o MTS, a penas 1,6% da população pratica essa ação. Os índices abaixo do recomendado são preocupantes, já que, as doações são necessárias para realização de cirurgias, tratamento de anemias agudas e outros tipos de transfusões. Além dos baixos percentuais de doação, o aumento de casos de doenças transmissíveis, diminuem a quantidade de doadores aptos; Países como a África do Sul, sofre com altos índices de AIDS, juntamente com casos de Anemias Agudas, passou a usar um tipo de sangue artificial, que além de seguro, adapta-se a qualquer tipo sanguíneo. A alternativa do sangue artificial, ainda que, pouca utilizada e desenvolvida, ajuda diariamente pacientes africanos, evitando que esses possam ser expostos a sangue contaminado com doenças e que os hospitais e hemocentros do país sofram com a falta de doadores.

Dessa forma, é mister que baseando-se no sucesso de países com a África do Sul com o sangue artificia, o Ministério da Saúde e da Educação, crie programas de incentivos em universidades e hospitais para a pesquisa, desenvolvimento e produção do sangue artificial no Brasil, oferecendo investimentos e auxilio a cientistas, para que esses busquem de maneira efetiva, ofertar em poucos anos, essa opção de tratamento dentro dos hospitais do país. Dessa forma, será possível resolver o impasse para a doação de sangue no Brasil.