Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 02/10/2019

Doação de Sangue foi um impasse por muitos anos, já que existiam conhecimentos científicos insuficientes para manutenção do sangue sem que ocorresse a coagulação. Nesse sentido, após a primeira guerra mundial, muitas mortes aconteceram, e isso foi o diferencial para o descobrimento de mecanismos para realizar a doação de sangue efetiva. Com isso, é importante destacar que ainda hoje existem obstáculos para doação de sangue no Brasil, porque faltam incentivos governamentais que tirem o medo intrínseco nos brasileiros, como também, há restrição para homossexuais, das quais contribuem para a redução do abastecimento sanguíneo do país.

Primeiramente, é importante destacar que existem poucos estímulos educacionais para que os indivíduos tenham coragem e vontade para realizarem doação de sangue espontânea, e isso contribui para a redução de doações anuais, porque os brasileiros não percebem a mudança que uma simples contribuição faz na vida de outras pessoas. Com isso, torna-se evidente as palavras de Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”,pois demonstra que motivação educacional juntamente com a transparência de hemocentros poderá diminuir o medo das pessoas, e ainda salvar vidas nos hospitais do país.

Por outro lado, é necessário salientar que a restrição homossexual faz com que litros de sangue sejam desperdiçado anualmente, visto que para realizar a doação o indivíduo precisa não ter relações sexuais nos 12 meses que antecedem. Além disso, é nítido que há enorme exclusão desse nicho de pessoas, já que existem um preconceito inerte a sociedade brasileira, da qual prefere reduzir os bancos de doação do que permitir a doação mediante exames laborais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 10% da população brasileira é homossexual, o que mostra um desperdício de aproximadamente 20 milhões de litros por ano, o que de fato é um problema, visto que as doações de sangue estão abaixo do recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU), apenas 1,8% da população é doadora, o que por consequência reduz a disponibilidade de sangue.

Portanto, é imprescindível que essas problemáticas sejam solucionadas para que vidas sejam salvas. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde criar medidas educacionais para escolas brasileiras que incentivem a doação de sangue por meio de vídeos com doadores e indivíduos que tiveram suas vidas mudadas com essa contribuição. Em contrapartida, o mesmo órgão deve modificar suas restrições para doações de maneira que não exclua indivíduos antes de exames laborais, estes que poderão contribuir no aumento de bancos de sangue e dessa forma, atingir índices recomendados, o que permitirá o efetivo uso das tecnologias advindas de mortes da primeira guerra mundial.