Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 25/09/2019

Segundo Sergio Buarque de Hollanda, o brasileiro é um Homem Cordial. Para o historiador, a população do país possui uma bondade herdada culturalmente. Contudo, ao observar o quadro dos obstáculos para a doação de sangue no Brasil, percebe-se que essa característica generosa não faz-se presente, ora por inoperância estatal em promover divulgação sobre o tema, ora por desestímulo social em praticar ações empáticas.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a ausência de informações acerca do assunto é um empecilho para proliferar a distribuição sanguínea. Conforme pesquisas do noticiário Superinteressante, apenas 2% da sociedade brasileira doa sangue, o ideal proposto pela Organização da Nações Unidas (ONU) é de, no mínimo, 3%. Possivelmente, essa meta não é atingida devido a baixa divulgação do assunto. Diante disso, nota-se um cenário problemático para atrair indivíduos à causa.

Além disso, convém analisar a apatia dos cidadãos em executar tarefas de colaboração social. De acordo com o sociólogo, É.Durkheim, a Solidariedade Orgânica caracteriza-se por possuir alto grau de individualismo entre os seres. Por analogia, tal fenômeno possibilita a carência de ações empáticas. Em razão disso, vê-se que a doação de sangue no Brasil é inexploradas devido ao comportamento egoísta presente na população.

Em síntese, portanto, urge que o Estado, junto com a mídia, promova a divulgação da importância da doação de sangue. Nesse aspecto, cabe ao Ministério da Economia promover isenções fiscais para os meios de comunicação que aceitarem propagar tal notícia em horário nobre, de modo que ocorra a elevação na taxa de doadores, para que o número proposto pela ONU seja atingido. Em sequência, compete ao Ministério da Educação desenvolver palestras, em escolas, sobre o tema noticiado pela imprensa, ao passo que haja não só a conscientização sobre o assunto, mas também a execução do conceito de Homem Cordial, elaborado por Sergio Buarque de Hollanda, o qual elogia a generosidade do brasileiro.