Obstáculos para a doação de sangue no Brasil

Enviada em 25/09/2019

“Temos de que nos tornar a mudança que queremos ver."-Mahatan Gandhi. Diante dessa reflexão, os obstáculos para a doação de sangue no Brasil, é uma questão a debater,uma vez que a maioria da população admira quem pratica a doação de sangue,contudo é insuficiente para haver uma mudança de atitude e tornar-se um doador voluntário.Com isso, surge empecilhos para aumentar as taxas de doadores, seja pela falta de hábito cultural,seja pelo preconceito simbólico com a população homossexual,reflete essa realidade.

Em primeira análise, as famílias brasileiras não são instruídas desda infância a exercer o papel social para doar sangue,exceto em casos atípicos, como um parente que precisa ou épocas de festas.Além disso, um fator contribuinte é a localização geográfica do país, por se encontrar no centro de uma placa tectônica,dificulta os desastres naturais, o que é um fato que impulsiona a população para exercer a empatia e oferecer o sangue aqueles que necessitam.Nessa perceptiva, dados da Organização Mundial da Saúde, no país 1.900 crianças nascem por ano com anemia falciforme, 1,3 milhões tem câncer,somando a acidentes e cirurgias, os 1% da população doadora, não supri essas necessidades.Logo, a falta do hábito em questão, viola um dos Direitos Fundamentais, o direito à vida para as pessoas que precisam da boa ação alheia para viver.

Cabe mencionar em segundo plano, que falar em Homossexualidade é tabu para sociedade brasileira, com isso o preconceito é fortificado, por consequência vidas deixam de serem salvas por falta de sangue nos hospitais e hemocentros.Dessa forma, com o surto do vírus HIV na década de 80, no qual o grupo com maiores índices eram os homossexuais, foram proibidos de fazer o ato solidário,entretanto nos dias hodierno, todos os sangues passam por teste de doenças genéticas,virais e bacterianas, o que comprova ato discriminatório da parte dos agentes de saúde.Em síntese,o Ministério da Saúde afirma que a orientação sexual não é critério para a doação,entretanto a realidade é preconceituosa.

Infere-se,portanto,que os atores sociais trabalhem juntos para tornar-se perene a doação de sangue e sem distinção de orientação sexual.Para tanto, o Ministério da Saúde em parceria com a mídia deva criar políticas públicas.Ademais,tal empreitada será realizada por meio de campanhas no Instagram e You Tube, estimulando os “seguidores” a serem doares voluntários e exigir a remodelação do requisito para os homossexuais com apoio das celebridades.Por fim,objetiva-se uma sociedade responsável por fazer a diferença,como Gandhi desejava.